CNJ julgou mais de mil processos em 37 sessões em 2021

Você está visualizando atualmente CNJ julgou mais de mil processos em 37 sessões em 2021
339ª Sessão Ordinária do CNJ. Foto: Rômulo Serpa/CNJ
Compartilhe

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou 37 sessões plenárias em 2021, nas quais foram julgados 1.011 processos. A maior parte das decisões colegiadas em temas administrativos do Judiciário foi tomada nas sessões virtuais: foram 18 sessões, com o julgamento de 869 processos.

Devido à pandemia da Covid-19, as sessões plenárias que demandaram sustentação oral ou debates mais aprofundados foram realizadas de forma híbrida, com uma parte do colegiado na sede do CNJ e outra de forma remota. A participação de advogados e advogadas e as manifestações de representantes da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República também foram realizadas por videoconferência. Nesse formato, foram realizadas 17 foram ordinárias e duas foram sessões extraordinárias.

Já o Plenário Virtual hospedou 17 sessões ordinárias e uma sessão extraordinária virtual. Nessas sessões, são pautados processos de menor complexidade ou que não tenham recebido solicitação para sustentação oral. Todos os resultados dos julgamentos nas sessões ordinárias e virtuais podem ser consultados no Portal do CNJ, na Lista das sessões.

Entre 5 de novembro e 14 de dezembro – última plenária do ano –, as sessões do CNJ foram canceladas por falta de quórum, que é de, ao menos, dez vagas ocupadas. Em dezembro, o quórum foi recomposto com o ingresso de quatro conselheiros e uma conselheira. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) Mauro Pereira Martins e o juiz do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) Richard Pae Kim foram empossados em 14 de dezembro. A desembargadora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) Salise Monteiro Sanchotene e o juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) Marcio Luiz Freitas, em 28 de dezembro.

Para o primeiro semestre, já estão agendadas 20 sessões de julgamento. No dia 3 de fevereiro, começa a primeira das dez sessões plenárias virtuais no mesmo período. E, em 8 de fevereiro, está prevista a 344ª Sessão Ordinária, em formato híbrido.

Resoluções e recomendações

Ao longo do ano, cerca de 70 resoluções e 30 recomendações foram editadas pelo CNJ para aperfeiçoar o trabalho do Judiciário, principalmente quanto ao controle e à transparência administrativa e processual dos tribunais. Foram aprovadas políticas judiciárias nacionais como a voltada para as pessoas em situação de rua (Resolução n. 425/2021), a de proteção do direito ao meio ambiente (Resolução n. 433/2021) e a de gestão da inovação no Judiciário (Resolução n. 395/2021).

As sugestões recebidas pelo CNJ por meio do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário se transformaram em diretrizes consolidadas na Política Nacional de Promoção à Liberdade Religiosa e Combate à Intolerância (Resolução n. 440/2021), na de incentivo à participação institucional feminina na Justiça (Resolução n. 418/2021) e de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos tribunais (Resolução n. 401/2021).

No contexto da pandemia, o Plenário do CNJ reanalisou algumas mudanças feitas no começo da crise sanitária, decidindo, por exemplo, pela edição da Resolução CNJ n. 397/2021, para aprimorar a regulamentação da hipótese de suspensão dos prazos processuais  e pela retomada da decretação de prisão de devedores de pensão alimentícia.

Paula Andrade
Agência CNJ de Notícias

Macrodesafio - Aperfeiçoamento da gestão administrativa e da governança judiciária