Seminário apresenta técnicas para aplicação de questionários em pesquisas empíricas

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Seminário "Como fazer Pesquisas Empíricas aplicadas a Políticas Judiciárias" – Técnicas para aplicação de questionários. FOTO: Ana Araújo/Ag. CNJ
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu, na quinta-feira (9/11), o seminário sobre técnicas para aplicação de questionários. No evento transmitido pelo canal do CNJ no YouTube, foi apresentado um panorama geral sobre o assunto, englobando a definição dos métodos de pesquisa, como o qualitativo e o quantitativo, a diferença de uma pesquisa por amostragem ou uma pesquisa por aplicação de um questionário on-line por adesão, em quais casos escolher determinada opção, além dos cuidados necessários para evitar erros amostrais.

O evento faz parte da série Seminários de Pesquisas Empíricas Aplicadas a Políticas Judiciárias, organizada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), e tem como objetivo promover a capacitação de integrantes dos Grupos de Pesquisas Judiciárias (GPJs), magistrados e magistradas, servidores e servidoras do Poder Judiciário e pesquisadores e pesquisadoras. A abertura da edição mais recente ficou a cargo da juíza auxiliar da Presidência do CNJ e coordenadora do Comitê do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), Ana Lúcia Aguiar.

Primeira painelista do evento, a diretora-executiva do DPJ, Gabriela Soares, explicou suscintamente alguns conceitos enfatizando a importância da temática do evento. “O nome do nosso seminário chama-se Pesquisas Empíricas Aplicadas a Políticas Judiciárias porque tem uma ideia de aplicação, tem uma ideia de compreender um fenômeno com base em informações e dados para que isso possa ser um subsídio. Nós temos um objetivo muito claro quando fazemos uma pesquisa aqui dentro, não fazemos só para conhecer ou levantar os temas, mas com o intuito de compreender um fenômeno e, assim, trazer alguma recomendação ou ação em cima disso”.

Gabriela explicou como como funciona o processo da pesquisa aplicada, que é dividido em duas etapas: planejamento e execução. “É muito comum vermos a etapa do planejamento ser encurtada, e isso não pode acontecer, porque ela tem uma fase importantíssima. Não adianta, por exemplo, chegar com um questionário já aplicado e pedir a análise dos dados. Se o questionário não estiver bem delineado, essa análise não será boa, com resultados que não são fidedignos”, pontuou.

A pesquisadora do DPJ/CNJ Olivia Pessoa apresentou, de forma mais detalhada, sobre como elaborar questionários estruturados, pontuando questões relativas à estrutura do questionário, métodos de aplicação, erros comuns e técnicas de análises.

Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de se familiarizar com as técnicas de produção, os métodos e a análise de dados por meio de questionários, além dos benefícios e das limitações para a aplicação de pesquisas empíricas no Sistema de Justiça.

O próximo seminário será no dia 30 de novembro, às 17h, com transmissão pela plataforma Cisco Webex e pelo canal do CNJ no YouTube.

Assista na íntegra, essa e outras edições, no canal oficial do CNJ no YouTube.

Texto: Jeane Magalhães
Edição: Sarah Barros
Agência CNJ de Notícias

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