Justiça do Trabalho capixaba promove debate sobre participação feminina na política

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Foto: Larissa Pinheiro/Ascom TRT17
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O painel As lutas das mulheres de 1964 a 2024: liberdades, ditaduras e democracias foi realizado na última sexta-feira (15/3), na sala de aula da Escola Judicial do TRT-17 (ES). A presidente do Tribunal, desembargadora Daniele Corrêa Santa Catarina, abriu o evento agradecendo a presença das palestrantes e fez um desabafo: “Infelizmente, nós temos ainda que discutir essa temática. O ideal seria que não houvesse discriminação e nenhuma forma de violência contra as mulheres”.

O debate foi uma iniciativa dos subcomitês de Participação Institucional Feminina e de Equidade Racial, Gênero e Diversidade do TRT-17, coordenados, respectivamente, pelas juízas Suzane Schulz Ribeiro e a Anna Beatriz Matias Diniz de Castilhos Costa.

Trajetória

A primeira palestrante foi a secretária estadual das Mulheres do Espírito Santo, Jaqueline Moraes. Ela iniciou falando sobre sua trajetória de vida: de vendedora ambulante a primeira mulher eleita vice-governadora do Estado do Espírito Santo (2019-2022). 

Jaqueline abordou a violência contra as mulheres em suas múltiplas dimensões e ressaltou a luta dos movimentos sociais por direitos básicos. Encerrou a palestra com uma frase que costuma repetir como alerta: “A faca que cortou o pão para os filhos de manhã é a mesma que mata a mãe à noite”.

O painel As lutas das mulheres de 1964 a 2024: liberdades, ditaduras e democracias foi realizado na última sexta-feira, 15, na sala de aula da Escola Judicial do TRT-17 (ES). A presidente do Tribunal, desembargadora Daniele Corrêa Santa Catarina, abriu o evento agradecendo a presença das palestrantes e fez um desabafo: “Infelizmente, nós temos ainda que discutir essa temática. O ideal seria que não houvesse discriminação e nenhuma forma de violência contra as mulheres”.
O debate foi uma iniciativa dos subcomitês de Participação Institucional Feminina e de Equidade Racial, Gênero e Diversidade do TRT-17, coordenados, respectivamente, pelas juízas Suzane Schulz Ribeiro e a Anna Beatriz Matias Diniz de Castilhos Costa.

Trajetória

A primeira palestrante foi a secretária estadual das Mulheres do Espírito Santo, Jaqueline Moraes. Ela iniciou falando sobre sua trajetória de vida: de vendedora ambulante a primeira mulher eleita vice-governadora do Estado do Espírito Santo (2019-2022). 

Jaqueline abordou a violência contra as mulheres em suas múltiplas dimensões e ressaltou a luta dos movimentos sociais por direitos básicos. Encerrou a palestra com uma frase que costuma repetir como alerta: “A faca que cortou o pão para os filhos de manhã é a mesma que mata a mãe à noite”.

Política

A deputada estadual Iriny Lopes falou sobre a importância da participação feminina na política. Lembrou o baixo percentual de mulheres não apenas nas chapas que disputam as eleições, mas nas cadeiras do Legislativo, nas instâncias federal, estaduais e municipais.

Relatora do projeto que resultou na Lei Maria da Penha, Iriny afirmou que a base da violência contra a mulher é política. “A ausência de participação feminina nas políticas públicas impacta diretamente a violência contra as mulheres”. Ao ser indagada por uma jovem universitária da plateia sobre como entrar na política, Iriny não apenas apontou o caminho, explicando as etapas, mas incentivou a estudante a se filiar a algum partido político e lançar candidatura.

Sobreviventes

Cláudia Maria Dadico, coordenadora da Comissão Nacional de Enfrentamento a Violência no campo (CNEVC) e diretora do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Agrários do MDA falou sobre o passado e o presente na luta das mulheres do campo. 
“Como é possível, em pleno 2024, vermos tantas mulheres sendo vítimas de violência?” A pergunta que abriu a palestra logo foi respondida pela própria palestrante, citando o filósofo alemão Walter Benjamin: “É importante se debruçar sobre o passado para entender o presente”. 
Juíza federal aposentada, Cláudia citou exemplos de mulheres que se engajaram na luta contra a ditadura militar e pela reforma agrária. Algumas sobreviveram a prisões e torturas e vivem em cidades da Paraíba e de Goiás. Encerrou o evento puxando um fio de esperança, simbolizado pela Marcha das Margaridas, movimento de mulheres do campo que se repete a cada quatro anos. “Seguiremos marchando até que sejamos todas livres.”

Fonte: TRT17

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais