Portuguese PT English EN Spanish ES
. . . . . .
Jogadores e técnicos de futebol apoiam a campanha “Crack, nem Pensar”
  • CNJ

Personalidades do mundo do futebol manifestaram total apoio à campanha “Crack, nem Pensar”, lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante os jogos da Série A do campeonato Brasileiro, realizados neste domingo (26/6), também Dia Internacional de Combate às Drogas. Jogadores entraram em campo com uma faixa alusiva ao programa nos jogos Avaí x Fluminense, Ceará x Palmeiras e Corinthians x São Paulo. Para Felipe Scolari, técnico do Palmeiras, toda a sociedade deve se envolver nesse tipo de iniciativa.
“E importante que haja essa iniciativa e  a gente possa se manifestar também. Normalmente, os jogadores de futebol dão exemplo muito correto aos jovens. À medida que notamos o avanço das drogas no Brasil, é importante ajudarmos, como foi feito hoje (domingo). Mas também podemos colaborar, seja para pressionar nossos legisladores para que tenhamos leis que coíbam as drogas, seja para ajudar as pessoas que infelizmente fazem uso do crack e por isso necessitam de apoio, tanto o nosso como o de suas famílias”, disse Felipão.

O goleiro Marcos, do Palmeiras, também destacou a importância da iniciativa. “Acho extremamente importante um atleta colaborar com essa campanha contra o crack, uma droga tão pesada. Esse é um caminho muito difícil de sair, que praticamente não tem volta. Então, as pessoas precisam ficar espertas e cuidar bem dos seus filhos para que eles não entrem nessa”, afirmou.

Fernando Henrique, goleiro do Ceará, contou que o crack acabou com a família de muitos de seus amigos que se envolveram com a droga. “Fico muito triste. Vou ajudar no que eu puder com a campanha”, disse.

O técnico do Ceará, Vagner Mancini, também manifestou apoio à iniciativa e ressaltou a importância de o tema ser tratado abertamente nas escolas. “A gente deveria, desde o início, mostrar nas escolas o que é a droga e como ela pode afetar as suas vidas. O futebol tem mídia e repercussão, mas é preciso lembrar aos nossos governantes que o fundamental é educação para esse povo. Da mesma forma que temos que mostrar aos jovens que maconha e cocaína não levam a lugar algum, o governo tem que colocar as crianças na escola”, afirmou.

Na avaliação de Abel Braga, técnico do Fluminense, o problema tem que ser debatido e a população precisa se engajar. “Toda a sociedade precisa apoiar essa campanha, porque o crack é a maior droga que existe. E nesse sentido, o atleta é um exemplo de  como o esporte pode conduzir as pessoas a outros caminhos que não têm nada a ver com a dependência química”, disse.

Campanha- A campanha “Crack, nem Pensar” é desenvolvida em parceria com o Instituto Crack nem Pensar e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A iniciativa também conta com o apoio de redes de televisão e de clubes e federações estaduais de futebol.

Entre as ações previstas, destaca-se a veiculação até o dia 31 de julho, pelas redes de TVs abertas, de um vídeo voltado para as famílias e os jovens sobre os perigos do consumo da droga. O CNJ também irá distribuir, inicialmente 10 mil exemplares, de uma cartilha sobre o tema, especialmente elaborada para a campanha. O material e todas as demais peças publicitárias estão disponíveis gratuitamente no hotsite www.cnj.jus.br/cracknempensar.

Giselle Souza e Fábia Galvão
Agência CNJ de Notícias

A
Fechar Menu