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Atos Administrativos

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Resolução Nº 19 de 29/08/2006

Ementa: Resolução nº 19, de 29 de agosto de 2006

Origem: Presidência

Resolução nº 19, de 29 de agosto de 2006

Texto original

Resolução nº 57/2008

Resolução nº 56/2008

(Revogada pela Resolução nº 113, de 20 de abril de 2010)

 

Dispõe sobre a execução penal provisória.

 

 

 

A PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições conferidas pela Constituição Federal, especialmente o que dispõe o inciso I do § 4° de seu artigo 103-B, e tendo em vista o decidido na sessão do dia 15 de agosto de 2006;

 

CONSIDERANDOa necessidade de possibilitar ao preso provisório, a partir da condenação, o exercício do direito de petição sobre direitos pertinentes à execução penal, sem prejuízo do direito de recorrer;

 

CONSIDERANDOque para a instauração do processo de execução penal provisória deve ser expedida guia de recolhimento provisório;

 

CONSIDERANDOa necessidade de disciplinar o sistema de expedição de guia de recolhimento provisório;

 

CONSIDERANDOo que dispõe o art. 2° da Lei n° 7.210, de 11 de julho de 1984;

 

CONSIDERANDO, ainda, a proposta apresentada pela Comissão formada para estudos sobre a criação de base de dados nacional sobre a população carcerária;

 

RESOLVE:

 

Art. 1° A guia de recolhimento provisório será expedida quando da prolação da sentença ou acordão condenatórios, ainda sujeitos a recurso sem efeito suspensivo, devendo ser prontamente remetida ao Juizo da Execução Criminal.

 

§ 1° Deverá ser anotada na guia de recolhimento expedida nestas condições a expressão "PROVISÓRIO", em sequência da expressão guia de; recolhimento.

 

§ 2° A expedição da guia de recolhimento provisório será certificada nos autos do processo criminal.

 

§ 3° Estando o processo em grau de recurso, e não tendo sido expedida a guia de recolhimento provisório, às Secretarias desses órgãos caberá expedi­-la e remetê-la ao juízo competente.

 

Art. 2° Sobrevindo decisão absolutória, o respectivo órgão prolator comunicará imediatamente o fato ao juízo competente para a execução, para anotação do cancelamento da guia de recolhimento.

 

Art. 3° Sobrevindo condenação transitada em julgado, o juízo de conhecimento encaminhará as peças complementares ao juízo competente para a execução, que se incumbirá das providências cabíveis, também informando as alterações verificadas à autoridade administrativa.

 

Art. 4° Cada Corregedoria de Justiça adaptará suas Normas de Serviço às disposições desta resolução, no prazo de 180 dias.

 

Art. 5° Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 



 

Ministra ELLEN GRACIE

 

 

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