O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, nesta terça-feira (3/3), o resultado do processo seletivo destinado à participação no programa de capacitação Women Judge’s Program – Judicial Training & the Brazilian Judiciary. O curso, que acontece em Brasília entre os dias 15 e 17 de abril, é voltado a magistradas da Justiça Estadual, da Justiça Federal, da Justiça do Trabalho e da Justiça Militar.
Promovido pelo CNJ em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal Militar (STM), a Escola Nacional do Judiciário (Enaju), a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o King’s College London (KCL) e a University of New South Wales (UNSW Sydney), a capacitação internacional tem como objetivo fortalecer a liderança feminina no Poder Judiciário, o aprimoramento das competências institucionais e a promoção da diversidade, da integridade e da produção de conhecimento judicial.
A escolha das participantes foi realizada por comissões constituídas por representantes da Enamat, Enfam e STM. Ao todo, foram selecionadas 30 juízas titulares e 30 suplentes dos quatro segmentos da Justiça. As candidatas selecionadas receberão a convocação por e-mail e deverão confirmar a participação em até cinco dias úteis.
Caso não respondam dentro do prazo, a vaga será automaticamente considerada desistida e passará para a suplente seguinte, respeitando a ordem de classificação e o ramo da Justiça.
Acesse o edital com as selecionadas.
Aulas
As aulas ocorrerão na sede do CNJ, nos turnos da manhã e da tarde, totalizando 20 horas de formação presencial. Após essa etapa, cada magistrada participará de uma mentoria individual on-line, composta por duas sessões de aproximadamente 30 minutos, com datas ainda a serem definidas.
O workshop presencial abordará temas centrais para a atuação judicial contemporânea, incluindo liderança, diversidade, integridade, ética, comunicação institucional, métodos empíricos, fundamentação probatória, direitos humanos, constitucionalismo e metodologia de pesquisa judicial. A programação completa, com horários e composição das atividades, ainda será divulgada pelo CNJ.
As magistradas selecionadas serão responsáveis por custear deslocamento, hospedagem e alimentação, devendo solicitar ao tribunal de origem as passagens e diárias conforme as normas locais de afastamento para capacitação.
Texto: Ana Moura
Edição: Beatriz Borges
Revisão: Luana Guimarães
Agência CNJ de Notícias