O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) realizou atendimentos nos dias 20 e 21 de abril na Aldeia Kumarumã, território do povo Galibi-Marworno, no município de Oiapoque (AP).
Durante a ação, foram registrados cerca de 698 atendimentos, com a participação de 10 órgãos parceiros. O mutirão ocorreu na Escola Estadual Indígena Camilo Narciso, garantindo o acesso a serviços essenciais à comunidade indígena.
A maior demanda esteve relacionada a causas trabalhistas, previdenciárias e de cidadania. Para a juíza do Trabalho, Núbia Guedes, a ação superou as expectativas. “Foi uma jornada bastante exitosa e já com perspectiva de uma próxima ação, que deve ocorrer ainda neste semestre. Estamos muito agradecidos pela receptividade do povo Galibi-Marworno”, destacou a magistrada.
Aldeia Kumenê
Na quarta-feira (22/4), os atendimentos chegaram à Aldeia Kumenê, a maior comunidade do povo indígena Palikur, localizada às margens do rio Urucauá. O mutirão disponibiliza serviços da Justiça do Trabalho (TRT-8), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Defensoria Pública do Estado (DPE-AP), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Distrito Sanitário Especial Indígena Amapá e Norte do Pará (DSEI) e do Cartório de Oiapoque.
Para o cacique Edvaldo Maximilien, da Aldeia Kumenê, “essa é uma ação muito importante para o nosso povo, porque reúne diversos órgãos, oferecendo uma variedade de serviços que nós estávamos precisando. Desde já agradeço a iniciativa da Justiça do Trabalho, assim como das demais instituições públicas presentes”, destacou.
Os atendimentos na Terra Indígena Uaçá serão realizados até as 17h desta quarta-feira e, dependendo da demanda, poderão se estender até quinta-feira (23).
