Tribunal gera metade da própria energia a partir de fontes limpas

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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) consolidou sua política de sustentabilidade com a entrada em operação do Complexo Fotovoltaico do TJGO, em Cachoeira Dourada, no último dia 27. Com o funcionamento da usina, o Judiciário goiano passa a ter aproximadamente 55% de seu consumo de energia atendido por fontes limpas. Sozinha, a unidade de Cachoeira Dourada será responsável por cerca de 45% de toda a energia consumida pelo tribunal, consolidando o empreendimento como o principal eixo da estratégia energética da instituição.

Inicialmente prevista para entrar em operação apenas no final de 2026, a usina teve sua ligação antecipada pela atual gestão, liderada pelo Presidente Leandro Crispim. A medida permitirá uma economia superior a 3 milhões de reais ainda neste ano. “Com a nova usina, o TJGO reduz a dependência de fontes não renováveis, contribuindo diretamente para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e para o fortalecimento de uma gestão pública mais sustentável”, afirmou o chefe do Poder Judiciário.

Gestão e sustentabilidade

Segundo o diretor-geral do TJGO, Rodrigo Leandro da Silva, o cenário atual da administração pública exige equilíbrio entre responsabilidade fiscal e compromisso ambiental. “O grande desafio da gestão pública na atualidade é racionalizar gastos e buscar a implementação de práticas sustentáveis. Nesse contexto, a implantação de usinas fotovoltaicas no Judiciário goiano representa uma iniciativa que alia economia de recursos públicos ao avanço na geração de energia a partir de fontes limpas e renováveis”, destacou.

A dimensão técnica do projeto também evidencia os benefícios da iniciativa. De acordo com a diretora de Engenharia e Arquitetura do TJGO, Cybelle Saad Sabino de Freitas Faria, os créditos de energia gerados pela usina contribuirão para compensar o consumo das unidades do Judiciário. “A medida favorece o melhor aproveitamento dos recursos energéticos, a redução dos gastos com energia elétrica e o fortalecimento da sustentabilidade institucional”, explicou.

A usina

Instalado em uma área de 115 mil metros quadrados, no km 34 da GO-206, na zona rural de Cachoeira Dourada, o Complexo Fotovoltaico do TJGO foi projetado para garantir maior autonomia energética ao Judiciário goiano. A usina possui capacidade instalada de 5 megawatts e geração estimada superior a 900 MWh por mês, volume suficiente para atender cerca de 45% do consumo mensal da instituição. A estimativa é do coordenador de Gestão e Controle de Contratos do TJGO, José Eduardo Stort Fernandes.

Para dimensionar esse volume, a produção mensal de energia seria capaz de abastecer aproximadamente 6 mil residências, alcançando uma população estimada em cerca de 18 mil pessoas — o equivalente a uma cidade de pequeno porte.

Estrutura existente

Antes mesmo da entrada em operação da usina de Cachoeira Dourada, o TJGO já contava com um parque fotovoltaico distribuído em diversas unidades judiciárias. Atualmente, o Tribunal possui 23 sistemas fotovoltaicos instalados, dos quais 21 estão em operação, somando 1.543 kW de potência instalada. Outros dois sistemas encontram-se em implantação, com potência adicional de 340 kW.

Sustentabilidade como diretriz

O projeto está alinhado ao Plano Estratégico 2021–2026 do Tribunal e às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, especialmente a Resolução n. 594/2024, que orienta a adoção de medidas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao uso de fontes renováveis. Com a entrada em operação do Complexo Fotovoltaico de Cachoeira Dourada, o TJGO consolida uma política institucional orientada à eficiência, à inovação e à responsabilidade ambiental.

Fonte: TJGO