O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instalou o Banco Vermelho na área externa de sua sede, em Salvador, como símbolo de alerta permanente e de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio. Durante o ato, realizado no último dia 26 de janeiro, a desembargadora Nágila Maria Sales Brito, presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA e do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid), destacou o caráter simbólico e pedagógico da iniciativa. Para ela, o enfrentamento ao feminicídio exige ações contínuas de prevenção, informação e articulação entre os Poderes e a sociedade civil.
“O Banco Vermelho tem essa cor porque simboliza o sangue de mulheres que foram mortas por pessoas que elas amavam, do seu círculo íntimo de convivência. Quando uma mulher morre, morre toda uma família junto. É o pior dos crimes. A gente tem que evitar”, declarou a magistrada. O Banco Vermelho é um projeto do Instituto Banco Vermelho (IBV), entidade brasileira sem fins lucrativos e suprapartidária, que atua nacionalmente na prevenção da violência de gênero.
Presente em mais de 16 estados brasileiros, com mais de 200 equipamentos instalados em todo o país, o IBV desenvolve ainda ações educativas, palestras, articulações institucionais e campanhas de conscientização, sendo também responsável pela marca Feminicídio Zero, doada ao Ministério das Mulheres por meio de Acordo de Cooperação Técnica celebrado em 2024.
Em Salvador, o equipamento tem sido instalado em locais públicos de grande circulação, por iniciativa da Faculdade Maurício de Nassau (Uninassau), em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, contando com o apoio do Poder Judiciário baiano, e ficará exposto na sede do tribunal de justiça temporariamente.
Prestigiaram o evento autoridades representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Secretaria de Segurança Pública — incluindo a Polícia Militar e a Polícia Civil —, da Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo da Bahia, bem como entidades da sociedade civil comprometidas com a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.
Fonte: TJBA

