Maratona de Cultura em unidade socioeducativa de Macapá tem participação do Judiciário

Você está visualizando atualmente Maratona de Cultura em unidade socioeducativa de Macapá tem participação do Judiciário
Encerramento da Maratona de Cultura nas Unidades Socioeducativas. Foto: Secom/TJAP

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e do Juizado da Infância e Juventude, participou do encerramento da Maratona de Cultura nas Unidades Socioeducativas, realizado na quinta-feira (28), no Centro Socioeducativo de Internação Masculina (Cesein), em Macapá.

A iniciativa, promovida pela Fundação Socioeducativa do Amapá (FSA) em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AP), e com o apoio do TJAP, teve o propósito de oportunizar a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas o acesso a atividades culturais, artísticas e educativas, a fim de reconhecer a cultura como direito fundamental e ferramenta de transformação social.

A ação integra as políticas de fortalecimento da cultura no sistema socioeducativo e está alinhada à Diretriz Nacional de Cultura na Socioeducação, lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2024. No Amapá, a mobilização antecede a programação nacional do projeto “5º Caminhos Literários no Socioeducativo”.  As quatro unidades socioeducativas do estado — Cesein, Casa de Semiliberdade, Núcleo de Medida Cautelar (NMC) e Centro de Internação Provisória (CIP) — já estão inscritas para a programação nacional.

Durante a maratona, os adolescentes participaram de oficinas ministradas por profissionais da cultura. A instrutora Sâmea Fernandes e o artista oficineiro Kazuo Yoshidome conduziram uma introdução ao cinema, com compartilhamento de conhecimentos sobre a indústria audiovisual. Sâmea explicou o propósito da atividade.

“Nosso objetivo é compartilhar nossa vivência como cineastas e apresentar novas perspectivas de profissões. Com a oficina de introdução ao cinema, mostramos as diferentes funções que compõem uma equipe de produção, seja um técnico de áudio, um diretor ou um ator. Buscamos oferecer novas possibilidades a partir da nossa profissão, realizadas aqui na unidade”, afirmou.

O titular do Juizado da Infância e da Juventude — Área de Políticas Públicas e Medidas Socioeducativas, juiz Marcus Quintas, destacou o papel do TJAP para além da fiscalização.

“O Juizado oferece oportunidades para que, durante o cumprimento da medida, os adolescentes desenvolvam atividades que promovam a continuidade ou o reinício da formação educacional, com frequência escolar dentro das unidades. Também ofertamos formação profissional, cursos culturais, de lazer e técnico-profissional, para preencher o tempo dos jovens e evitar a ociosidade. Essas atividades — escola, oficinas de informática, formação humanística e religiosa — contribuem para a formação moral e profissional, para novos valores e, em última instância, para a ressocialização, que é o principal objetivo do sistema socioeducativo”, disse o magistrado.

A assistente técnica do programa Fazendo Justiça, Isabel Sousa, explicou a conexão com as orientações nacionais.

“O CNJ lançou a Diretriz Nacional de Fomento à Cultura na Socioeducação, que estimula o Judiciário — no caso, o TJAP — a firmar parcerias com a Fundação Socioeducativa e com a Secretaria de Cultura para aproximar as políticas de cultura das políticas socioeducativas. Esta ação de hoje é a culminância de várias iniciativas que já acontecem desde meados de março. Estamos seguindo essa orientação do CNJ no Amapá”, declarou.

O coordenador da Fcria-AP, Carlos Leite, deu as boas-vindas aos presentes e ressaltou a importância da união de órgãos em prol dos jovens.

“É fundamental que órgãos estejam juntos para oferecer excelentes oportunidades a esses adolescentes. Agradeço especialmente ao TJAP, na pessoa do juiz Marcus Quintas, por esse diálogo humanizado com os socioeducandos”, declarou.

28.05.2026 - Encerramento da Maratona de Cultura nas Unidades Socioeducativas

Texto: Secretaria de Comunicação do TJAP

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais