TJAC avança na implementação da Política de Saúde Mental para Magistrados e Servidores

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Foto: TJAC

O Tribunal de Justiça do Estado do Acre dá mais um passo na consolidação da Política de Saúde Mental para Magistrados e Servidores. Nesta semana, uma nova formação acontece na busca pela melhoria do ambiente de trabalho. 

Em parceria com a empresa J.Ex, foi realizada, no auditório da Escola do Poder Judiciário (Esjud), a palestra Equilíbrio que Transforma: Saúde Mental como Projeto Coletivo, proferida pelo membro docente da SingularityU Brasil, Leandro Mattos, e pela Psicóloga Andressa Roveda. 

A palestra foi aberta pelo secretário-geral do TJAC, Junior Martins, que destacou a nova etapa do projeto e a importância do engajamento de todos para a efetivação das ações propostas. “O Judiciário do Acre tem avançado ao unir práticas concretas com o apoio de profissionais especialistas capazes de realizar diagnósticos e contribuir para o enfrentamento dos danos à saúde mental. A participação de todos é fundamental, pois a saúde mental é individual e depende do envolvimento de cada um. Nosso grande desafio é construir um Poder Judiciário saudável, capaz de enfrentar as demandas que se apresentam diariamente”, afirmou. 

A ação integra o projeto tecnológico Equilibra, uma iniciativa inédita na abrangência e estrutura, voltado ao bem-estar emocional de magistrados, servidores e colaboradores do Judiciário acreano. Desenvolvido em parceria com a J.Ex, o projeto utiliza tecnologia, inteligência artificial e metodologias inovadoras, alinhando-se às diretrizes da Norma Regulamentadora n. 1 (NR-1) e à Lei Federal n. 14.831/2024, que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental. 

Durante a apresentação, Leandro Mattos explicou que a nova fase do projeto prevê conversas semanais com a equipe de liderança, além da etapa de coleta de informações, por meio de ferramentas tecnológicas validadas internacionalmente. A primeira delas é o Protocolo de Copenhague (COPSOQ), considerado padrão ouro mundial para avaliação de riscos psicossociais no trabalho.

“Além de ser uma ferramenta validada globalmente, o COPSOQ permite a comparação de resultados com outros segmentos, o que amplia a capacidade de análise e tomada de decisão”, destacou. Segundo ele, a coleta de dados também será realizada por meio de um chatbot, estruturado com protocolos de saúde capazes de identificar possíveis indicadores de estresse, ansiedade e depressão. “O chatbot tem função informativa para o usuário, que poderá compreender, em nível de triagem, como está sua saúde mental. O processo é totalmente anônimo e alimenta um painel gerencial, que possibilita à liderança do projeto realizar uma alocação inteligente de recursos, por unidade e área, permitindo ações específicas e mais eficazes”, explicou.

Após essa etapa, nas duas semanas seguintes, estão previstas atividades práticas com as lideranças, com o objetivo de capacitá-las tanto no uso das tecnologias quanto no manejo das situações identificadas a partir dos dados coletados, além de promover a compreensão sobre as atualizações da NR-1.

“Antes, a NR-1 tratava principalmente de questões físicas, operacionais e econômicas. Agora, passou a incluir fatores psicossociais, o que gerou muitas dúvidas em instituições e empresas, já que se trata de indicadores qualitativos. Não havia dados claros sobre aspectos como estresse, o que colocava tanto a instituição quanto o servidor em situações de vulnerabilidade. O programa Equilibra vem justamente para ajustar essa lacuna e alinhar a prática institucional ao que estabelece a norma”, esclareceu Leandro.

Fonte: TJAC

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