
Salve ela
Campanhas
21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Vivo, lançou a campanha “Salve Ela”, com o objetivo de envolver toda a sociedade no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. A iniciativa reforça a ideia de que a violência de gênero não é um problema privado, mas uma violação de direitos que exige conscientização e reação coletiva e institucional.
Como a campanha será realizada
A campanha é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica entre o CNJ e a Vivo, que prevê o envio de mensagens SMS aos clientes da empresa, com a frase:
“A violência contra a mulher é um problema de todos. Denuncie: 190.”
O conteúdo da mensagem incluirá um link direto para esta página, facilitando o acesso às informações sobre os canais de denúncia e as formas de apoio disponíveis às vítimas. Os disparos, iniciados em 25/11/2025, ocorrerão até o final de 2026, com prioridade para datas emblemáticas, como o Dia Internacional da Mulher (8 de março), o aniversário da Lei Maria da Penha (7 de agosto); o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher (10 de outubro) e o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher (25 de novembro).
Com esse lema, a campanha busca fortalecer a efetividade da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), reduzir os índices de violência contra mulheres e meninas em território nacional e garantir a proteção dos direitos das vítimas.
A parceria entre o CNJ e a Vivo tem como propósito, ainda, promover a igualdade entre homens e mulheres por meio da conscientização e do envolvimento da sociedade na construção de uma cultura de respeito, bem como ampla divulgação dos canais de denúncia e apoio, reforçando o papel de cada cidadão na prevenção da violência.
Atuação permanente do CNJ na proteção às mulheres
A campanha integra um conjunto mais amplo de ações do CNJ voltadas à proteção dos direitos das mulheres. Desde 2018, o Conselho estabeleceu, por meio da Resolução CNJ n. 254, a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e o programa Justiça pela Paz em Casa, que concentram esforços do Judiciário no julgamento de casos de violência doméstica e feminicídio nos meses de março, agosto e novembro.
O CNJ também atua com medidas estruturantes e formativas. Exemplo disso é o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, consolidado pela Resolução CNJ n. 492/2023, que orienta juízes e juízas de todo o país na adoção de práticas sensíveis às desigualdades de gênero. Soma-se a isso a Meta 8 do Poder Judiciário, que prioriza o julgamento de processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra mulheres.
Ainda, para aprofundar as ações de informação e acolhimento, o CNJ mantém o portal “A Justiça por Todas Elas”, que reúne, em linguagem acessível, os serviços, canais de denúncia e orientações jurídicas voltadas às mulheres em todas as fases da vida. O portal também abrange informações específicas para mulheres negras, indígenas, com deficiência, migrantes e LGBTQIA+, consolidando-se como um espaço seguro, inclusivo e confiável de orientação.
Como denunciar
Se você é vítima de violência ou conhece alguém que esteja nessa situação, denuncie. O apoio começa com a informação e o acionamento dos canais corretos. Abaixo, indicamos os principais meios de atendimento e proteção disponíveis em todo o país.
Polícia Militar – 190
O número 190 é destinado a situações de emergência, necessidade imediata ou socorro rápido. A ligação é gratuita e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ao receber o chamado, uma viatura da Polícia Militar é imediatamente enviada ao local para prestar atendimento.
Governo Federal – 180
Ligue 180 para contatar a Central de Atendimento à Mulher. Esse serviço nacional também está disponível 24 horas por dia, todos os dias, e pode ser acionado por vítimas ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência. A ligação é gratuita, e o atendimento oferece escuta qualificada, orientações seguras, encaminhamentos aos serviços públicos competentes e possibilidade de denúncia anônima.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp. Adicione o “Ligue 180” no WhatsApp, enviando uma mensagem para o número (61) 9610-0180.
Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher
Denúncias presenciais podem ser feitas em qualquer delegacia de polícia, especialmente nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM/DDM), unidades especializadas da Polícia Civil, que realizam ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica e violência sexual contra as mulheres, entre outros. Acesse os contatos das Delegacias Especializada de Atendimento à Mulher
Abaixo seguem outros canais de denúncia:
Ouvidoria Nacional da Mulher – CNJ
Formulário eletrônico.
Telefones: (61) 2326-4615 – das 14h às 19h
Representação Administrativa – Corregedoria Nacional de Justiça
Formulário eletrônico.
Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público
Telefone: (61) 3315-9476 (WhatsApp)
E-mail: ouvidoriadasmulheres@cnmp.mp.br
Defensoria Pública
Defensoria Pública é uma instituição que presta assistência jurídica gratuita às pessoas que não podem pagar um advogado. Qualquer pessoa que receba até três salários mínimos por mês ou possa comprovar que, mesmo recebendo mais, não tem condições de pagar um advogado particular, tem direito de ser atendido. Em casos mais graves de violência doméstica, a Defensoria Pública pode auxiliar a vítima pedindo uma medida protetiva a um juiz ou juíza. Estas são medidas de urgência para proteger mulheres vítimas desse crime. Acesse contatos das Defensorias Públicas (arquivo em .pdf).

