Categoria Empresas e Sociedade Civil Organizada
3ª Edição - 2025
Material descritivo das boas práticas laureadas
Prêmio Justiça e Saúde
Descrição da prática
Modelo inovador de prevenção e resolução de conflitos na saúde suplementar, integrando saber técnico, empatia e cooperação interinstitucional. Com a implementação de Política Interna estruturada, os acordos tiveram crescimento em 112,5% (2023/2024) e +29,4% (em 2025) e humanizou atendimento. Utiliza Comissão Técnica para avaliar o caso e ferramentas de negociação e mediação estruturadas para solução e criar método replicável em todo sistema, alinhado às diretrizes do CNJ e ANS, ODS16 da ONU.
Principais objetivos
Elevar eficiência e qualidade no atendimento por meio de soluções consensuais, replicáveis no Sistema Unimed. Reduzir judicialização com análise técnica preventiva, treinamentos e negociação pré-processual. Minimizar impactos emocionais de clientes e equipe (NR1). Promover cooperação intersetorial, com população e com o Judiciário, alinhada à RN 623/2024 ANS, Res. 125/2010 CNJ, ODS 16 ONU, consolidando como modelo sustentável e inovador para a saúde suplementar. Fortalecer a cultura do consenso.
Público-alvo
Beneficiários da UNIMED, Beneficiários de Planos de saúde atendidos pela UNIMED, Famílias e parentes dos beneficiários, Médicos cooperados, Colaboradores, Equipes internas, Operadoras de Plano de Saúde, Sociedade Civil, Sistema de Justiça e agentes que tenham direta e indiretamente contato com a UNIMED.
Recursos envolvidos
Projeto implementado com alto retorno e baixo custo. Utiliza estrutura e equipe já existente de modo inteligente e estratégico conforme Política Interna. Utiliza capacitação especializada em técnicas adequadas de negociação e ferramentas de mediação de conflitos aplicados ao contexto da saúde suplementar. A eficiência na prevenção de litígios representa economia relevante com tempo, pessoas, custas, despesas e cumprimento de decisões urgentes, gerando impacto positivo com otimização de recursos.
Resultados obtidos
Entre 2023 e julho de 2025: A Unimed Franca dobrou a quantidade de acordos nos casos de 2023 para 2024 (8 para 17, +112,5%), projetando recorde em 2025 com 22 acordos em sete meses (+29,4% em relação a 2024). A política interna promoveu soluções ágeis e personalizadas, aumentando a satisfação dos beneficiários, otimizando os recursos da instituição, melhorando a percepção do cliente e consolidando processos eficientes, sustentáveis e humanizados, junto com a cultura do grupo especializado.
Descrição da prática
A judicialização da saúde suplementar representa um dos principais desafios para a sustentabilidade dos planos corporativos. Entendemos que a primeira medida eficaz para reduzir esse impacto é a estruturação de fluxos administrativos de atendimento, capazes de acolher e tratar demandas em saúde antes que evoluam para ações judiciais. Para isso, foi criado um canal administrativo estruturado, que recebe e analisa as solicitações de forma transparente, ágil e organizada.
Principais objetivos
“Prevenir é melhor que remediar” não é apenas um ditado da sabedoria popular. É regra quando falamos de saúde suplementar e vale também para a judicialização da saúde. Os dados estatísticos sobre a judicialização da saúde produzidos até o momento tendem a ser muito gerais. A judicialização, porém, é um fenômeno com muitas especificidades, por este motivo é importante entender o detalhe do perfil das ações para que possamos atuar na sua prevenção. Meta para esse o 1º ano: redução em 5% de liminar
Público-alvo
A prática é direcionada aos colaboradores e dependentes, totalizando mais de 33 mil vidas sob cobertura do plano de saúde da Motiva. O público é composto por todas as faixas etárias, com maior concentração entre 29 e 43 anos entre os titulares, e até 18 anos entre os dependentes, que representa 30% das nossas vidas, faixa que inclui grande parte das demandas relacionadas ao TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Recursos envolvidos
Equipe multidisciplinar composta por profissionais da área de saúde, jurídica, RH, consultorias e relacionamento com as operadoras. consultorias e relacionamento com as operadoras. Utilização de sistemas internos para onitoramento de sinistros, NIP’s e liminares. Sem custo adicional, com foco em reestruturação de processos, fluxos e uso de recursos já disponíveis. Reuniões técnicas com operadoras, sem necessidade de contratação externa.
Resultados obtidos
Melhoria na gestão das NIP’s, com recebimento diário para atuação, maior resolutividade e menor escalada para ações judiciais. Aumento da satisfação dos colaboradores, especialmente os que utilizam o canal de apoio para TEA. Fortalecimento da parceria com operadoras, com maior alinhamento técnico e construção de soluções conjuntas. Contribuição direta para a sustentabilidade do plano de saúde. 2024: 1º semestre: 18 liminares, 2º semestre: 10 liminares. 2025: 1º semestre: 13 liminares e 2º: 0.
Descrição da prática
Comitê Técnico de Terapias Especiais.
Formação Profissional: Pós-graduação em ABA em parceria com a PUCPR para colaboradores.
Portais de Terapias Especiais.
Capacitações com aulas online sobre atualização em TEA para colaboradores.
Capacitação parental com aulas online abordando técnicas para prática no dia a dia das famílias.
Encontro Técnico: Realização de uma trilha sobre TEA no 6º Encontro Técnico da Unimed Mercosul.
Principais objetivos
Os principais objetivos das ações da Unimed Mercosul são consolidar as estratégias para o cuidado especializado e apoiar as Federações e Singulares na construção de ações que promovam as melhores condutas em terapias especiais.
Público-alvo
Colaboradores do Sistema Unimed, famílias, profissionais de saúde, educação e interessados no tema.
Recursos envolvidos
Parceria com a PUCPR para a pós-graduação em ABA.
Comitê Técnico de Terapias Especiais com representantes das federações do PR, SC e RS.
Painel de análise de dados.
Portais de Terapias Especiais.
Respaldo técnico dos especialistas das federações e médicos especialistas em desenvolvimento infantil. Boas práticas dos recursos próprios do polo Mercosul.
Resultados obtidos
Troca de informações entre os estados, unificação de práticas e critérios assistenciais.
Maior eficiência nas liberações e controle de processos.
Fortalecimento da rede assistencial e multiprofissional.
Formação de colaboradores do Sistema Unimed através de uma pós-graduação em ABA.
Lançamento de dois portais exclusivos em abril de 2025, um para colaboradores e outro para o público, ampliando o acesso à informação qualificada e fortalecendo a rede de cuidado.
Descrição da prática
Diante do elevado índice de judicialização da saúde, o Estado do Rio Grande do Sul, por meio da PGE-RS e da Secretaria da Saúde, criou iniciativa que usa os dados da judicialização para além da defesa judicial, atuando estrategicamente no diagnóstico e melhoria da política pública. Com análise qualificada e identificação de falhas, promoveu ações como o Programa Escoliose, tratamento de feridas crônicas e novos centros para TEA. A medida fortalece o acesso justo, equitativo e humanizado à saúde.
Principais objetivos
Transformar a judicialização da saúde em instrumento estratégico de gestão, utilizando dados judiciais para diagnosticar falhas no SUS e aperfeiçoar políticas públicas. Reduzir ações judiciais e seus custos por meio da antecipação de demandas e medidas administrativas. Promover atuação propositiva da PGE, ampliar a equidade no acesso à saúde e consolidar base de dados confiável para orientar o planejamento e controle públicos.
Público-alvo
A iniciativa tem como público-alvo a sociedade gaúcha, especialmente os usuários do SUS, que se beneficiam do aprimoramento das políticas públicas de saúde.
Mesmo aqueles que não recorrem ao Judiciário são impactados positivamente, pois a análise estratégica das ações judiciais permite identificar falhas no sistema e orientar melhorias no acesso e na qualidade do atendimento em saúde.
Recursos envolvidos
A prática contribui para o redirecionamento de recursos da saúde conforme avaliação técnica. Destacam-se R$ 6 mi destinados ao Programa Escoliose (Portarias SES nº 985/2023 e 66/2024) e R$ 7 mi ao Programa de Feridas Crônicas.
Embora baseada em dados da judicialização, a alocação depende de análise especializada. Nem todos os casos exigem recursos, como o do TAVI, resolvido com diligências administrativas e judiciais.
Resultados obtidos
A prática gerou resultados concretos, como a ampliação do acesso à saúde, economia de recursos e maior eficiência na gestão. Destacam-se o Programa Escoliose, com aumento de cirurgias e economia de R$ 2,29 milhões, a habilitação de prestador para o TAVI e a criação de centros para o TEA. Houve também combate a fraudes e realocação estratégica de recursos. A iniciativa mostra-se replicável e eficaz na inovação da gestão pública baseada em dados.
Descrição da prática
A Defensoria Pública do Maranhão oferece um atendimento farmacêutico pré-processual por meio de um termo de cooperação técnica. Duas farmacêuticas analisam documentos e prescrições para alinhar as necessidades dos assistidos com os medicamentos do SUS. Assistidos são orientados a obter medicações disponíveis administrativamente ou a buscar justificativas detalhadas/alternativas para aquelas fora da lista, visando desjudicializar demandas por meio de soluções administrativas.
Principais objetivos
Reduzir a judicialização de demandas de medicamentos, garantir o acesso racional e desjudicializado a medicamentos, qualificar a orientação sobre a assistência farmacêutica no SUS, otimizar a gestão dos recursos públicos e promover a educação em saúde para assistidos e prescritores.
Público-alvo
Beneficiados diretos: assistidos da Defensoria Pública de todas as idades, que buscam acesso a medicamentos. Eles recebem orientação farmacêutica qualificada para obter fármacos disponíveis no SUS ou entender os requisitos para os não padronizados, evitando a judicialização e garantindo acesso rápido e desburocratizado a tratamentos essenciais, além do próprio Sistema Único de Saúde.
Beneficiados Indiretos: Poder Judiciário e operadores do direito.
Recursos envolvidos
• Recursos Humanos: Duas farmacêuticas, cujos salários são custeados pela SEMUS.
• Infraestrutura: Utilização de sala de atendimento já existente na Defensoria Pública.
• Tecnologia: Acesso à internet para consulta de bases de dados (SUS, RENAME, PCDTs) e softwares de gerenciamento de dados, já existente na Defensoria Pública.
• Materiais de Escritório: já existente na Defensoria Pública.
Resultados obtidos
Aumento expressivo da desjudicialização, melhora no acesso do assistido, fortalecimento da atuação da Defensoria Pública, reconhecimento do papel do farmacêutico. Adicionalmente, o empoderamento do paciente, os assistidos saem do atendimento mais informados e capacitados para navegar o sistema de saúde, compreendendo seus direitos e os caminhos para exercê-los.
Descrição da prática
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promove cidadania e saúde, fortalecendo a rede de atendimento e reduzindo a judicialização por meio do Projeto “Saúde pelo RN, em Ação no Assembleia e Você”. Com ações itinerantes, oferece atendimentos médicos, exames, orientações jurídicas e doações de equipamento de alta complexidade, priorizando comunidades mais vulneráveis. A iniciativa busca resolver demandas e minimizar ações extrajudiciais da saúde da população potiguar.
Principais objetivos
O Projeto “Saúde pelo RN, uma Ação no Assembleia e Você”, tem como objetivos levar saúde às comunidades vulneráveis com consultas, exames, palestras e mediação de conflitos. Fortalecer o sistema com infraestrutura como ambulâncias, mamógrafo, doações de EPIs, leitos de UTI neonatal. Garantir a prevenção, o atendimento rápido, o diagnóstico precoce e cuidados a recém-nascidos. Reduzir a judicialização e promover acessos diretos a serviçosessenciais de saúde.
Público-alvo
O Projeto “Saúde pelo RN, uma Ação no Assembleia e Você” atende diretamente a população vulnerável do RN, priorizando áreas de difícil acesso e com pouca oferta de saúde. Desde 2017, o projeto beneficiou 46.584 pessoas de todas as idades com consultas, exames, doações, ações educativas e orientação jurídica. Indiretamente, impactou mais de 100 mil pessoas, incluindo familiares, profissionais de saúde e a sociedade, fortalecendo a rede de atendimento e reduzindo a judicialização.
Recursos envolvidos
Os recursos destinados à execução das ações provêm do orçamento da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que, desde 2017 — ano de início do projeto — até o presente momento, investiu o montante de R$ 13.590.263,90, incluindo toda a logística e operacionalização do projeto. Contando ainda com o apoio de parcerias institucionais para ampliar o alcance das ações.
Resultados obtidos
O projeto tem promovido avanços significativos no Rio Grande do Norte, contribuindo para a redução da judicialização, a ampliação do acesso aos serviços de saúde e o fortalecimento da rede de atendimento. Por meio de investimentos em infraestrutura, consultas médicas, exames e mediação de conflitos, atende comunidades vulneráveis e assegura eficiência na gestão do projeto, garantindo sustentabilidade e continuidade das ações em benefício de toda a população.
A prática consiste no cadastramento dos órgãos da Secretaria Estadual da Saúde (SES) responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais de cunho material (não processual) como usuários do sistema eproc UNIDADE EXTERNA. As intimações da Secretaria Estadual da Saúde passam a ser feitas diretamente pelo sistema, substituindo o envio de ofício, e-mail, ligação telefônica e outros. As ordens são encaminhadas para os respectivos órgãos, conforme a competência de cada um, exemplo: internação hospitalar, fornecimento de medicamentos e outros, eliminando o recebimento das determinações urgentes em setor equivocado. Os órgãos acessam as ordens e informam o cumprimento diretamente no sistema eproc, o que facilita o fluxo organizativo e o pronto atendimento pelo órgão recebedor. A medida confere celeridade para os agentes do processo e melhora efetivamente a entrega jurisdicional. Leia mais
Considerando a importância da informação como instrumento fundamental para geração de conhecimentos e melhoria das práticas, elaborou-se o Manual de Desjudicialização da Saúde no Ceará, abordando os temas mais judicializados, para subsidiar os magistrados, os gestores da saúde, os profissionais das diversas áreas de atuação no Direito sobre o funcionamento na saúde, abordando entre outros, os seguintes temas: -Gestão da Assistência Farmacêutica no SUS -Oncologia -Regulação do acesso à saúde no SUS -Saúde Mental no Ceará -Programas Estratégicos da Saúde do Estado e do Município de Fortaleza. Leia mais