Medidas protetivas de urgência envolvendo crianças e adolescentes
governança interinstitucional, capacidade estatal local e tensões de competência nas leis Maria da Penha e Henry Borel
DOI:
https://doi.org/10.54829/revistacnj.v10i1.975Palavras-chave:
medidas protetivas de urgência, criança e adolescente, governança interinstitucional, violência domésticaResumo
O artigo analisa as tensões operacionais na aplicação das Medidas Protetivas de Urgência envolvendo crianças e adolescentes, especialmente na interface entre os órgãos de segurança pública e o Conselho Tutelar. Tem como objetivo examinar de que modo a governança interinstitucional e a capacidade estatal local influenciam a implementação dessas medidas em contextos de flagrante delito. Adota-se abordagem qualitativa, com estudo de casos múltiplos de caráter instrumental, associado à triangulação entre análise normativa e evidências empíricas da prática operacional. Os resultados evidenciam a presença de ambiguidade na delimitação de competências, fragilidade na coordenação interinstitucional e assimetrias territoriais, fatores que contribuem para a ocorrência do fenômeno denominado deslocamento funcional protetivo. Conclui-se que a efetividade das medidas está condicionada à institucionalização de protocolos interinstitucionais, ao fortalecimento da capacidade estatal local e à consolidação de mecanismos estruturados de governança interinstitucional.
Submetido em: 21/3/2026
Aceito em: 1/6/2026
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