Medidas protetivas de urgência envolvendo crianças e adolescentes

governança interinstitucional, capacidade estatal local e tensões de competência nas leis Maria da Penha e Henry Borel

Autores

  • Carlos Antonio Ferreira de Oliveira Universidade Federal de Goiás (UFG)
  • Marcos de Moraes Sousa Instituto Federal Goiano
  • Lívia Aparecida Oliveira de Moraes Sousa Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14)

DOI:

https://doi.org/10.54829/revistacnj.v10i1.975

Palavras-chave:

medidas protetivas de urgência, criança e adolescente, governança interinstitucional, violência doméstica

Resumo

O artigo analisa as tensões operacionais na aplicação das Medidas Protetivas de Urgência envolvendo crianças e adolescentes, especialmente na interface entre os órgãos de segurança pública e o Conselho Tutelar. Tem como objetivo examinar de que modo a governança interinstitucional e a capacidade estatal local influenciam a implementação dessas medidas em contextos de flagrante delito. Adota-se abordagem qualitativa, com estudo de casos múltiplos de caráter instrumental, associado à triangulação entre análise normativa e evidências empíricas da prática operacional. Os resultados evidenciam a presença de ambiguidade na delimitação de competências, fragilidade na coordenação interinstitucional e assimetrias territoriais, fatores que contribuem para a ocorrência do fenômeno denominado deslocamento funcional protetivo. Conclui-se que a efetividade das medidas está condicionada à institucionalização de protocolos interinstitucionais, ao fortalecimento da capacidade estatal local e à consolidação de mecanismos estruturados de governança interinstitucional.

 

Submetido em: 21/3/2026
Aceito em: 1/6/2026

 

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Biografia do Autor

Carlos Antonio Ferreira de Oliveira, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Mestre em Agronegócio e doutorando em Administração pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente, é comandante da 2ª Companhia do 2º Batalhão Maria da Penha. Atua nas áreas de políticas de justiça criminal e governança interorganizacional.

Marcos de Moraes Sousa, Instituto Federal Goiano

Professor titular do Instituto Federal Goiano. Doutor em Administração pela Universidade de Brasília (UnB), em 2015. Realizou pós-doutorado na Universidade de Berna, no Kompetenzzentrum für Public Management (KPM), e foi bolsista de pós-doutorado na Kent Business School, da University of Kent, Reino Unido. Atualmente, é professor permanente no Programa de Pós-Graduação em Administração (mestrado e doutorado) da Universidade Federal de Goiás (PPGADM/UFG) e no Programa de Pós-Graduação Profissional em Administração do Instituto Federal Goiano, Campus Rio Verde (PPGADM).

Lívia Aparecida Oliveira de Moraes Sousa, Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14)

Mestra em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), graduada em Direito pela Universidade Evangélica de Goiás. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela PUC-GO e em Direitos Humanos, Democracia e Cultura pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Analista Judiciária – Área Judiciária do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14). Integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI).

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

FERREIRA DE OLIVEIRA, Carlos Antonio; DE MORAES SOUSA, Marcos; OLIVEIRA DE MORAES SOUSA, Lívia Aparecida. Medidas protetivas de urgência envolvendo crianças e adolescentes: governança interinstitucional, capacidade estatal local e tensões de competência nas leis Maria da Penha e Henry Borel. Revista CNJ, Brasília, v. 10, n. 1, p. 327–346, 2026. DOI: 10.54829/revistacnj.v10i1.975. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/ojs/revista-cnj/article/view/975. Acesso em: 7 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos