Prisão preventiva em organizações criminosas

a presunção de periculosidade em possível tensão com a presunção de inocência

Autores

  • Thiago Baldani Gomes De Filippo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)

DOI:

https://doi.org/10.54829/revistacnj.v10i1.950

Palavras-chave:

prisão preventiva, organizações criminosas, periculosidade, presunção de inocência

Resumo

O artigo examina a prisão preventiva decretada contra investigados ou acusados de integrarem organizações criminosas, com o objetivo de analisar a tensão entre a presunção abstrata de periculosidade e a presunção constitucional de inocência. Adota-se pesquisa dogmático-jurídica, com abordagem constitucional e processual penal, voltada à investigação do paradigma contemporâneo de tutela penal de exceção, do locus da presunção de inocência e dos requisitos legais da prisão preventiva. Conclui-se que são incompatíveis com a ordem constitucional automatismos prisionais fundados exclusivamente na imputação de vínculo associativo, exigindo-se fundamentação concreta e individualizada, sob pena de violação do devido processo penal no Estado Democrático de Direito.

 

Submetido em: 3/3/2026
Aceito em: 5/5/2026

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Biografia do Autor

Thiago Baldani Gomes De Filippo, Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)

Professor de Direito Penal e Direito Processual Penal da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutor em Direito Penal pela Universidade de São Paulo. Mestre em Direito Comparado Samford University. Juiz de Direito da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital de São Paulo.

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

BALDANI GOMES DE FILIPPO, Thiago. Prisão preventiva em organizações criminosas: a presunção de periculosidade em possível tensão com a presunção de inocência. Revista CNJ, Brasília, v. 10, n. 1, p. 175–190, 2026. DOI: 10.54829/revistacnj.v10i1.950. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/ojs/revista-cnj/article/view/950. Acesso em: 15 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos