Em seguida, os adolescentes participaram de oficinas práticas de hip-hop, com rimas, batidas e criação musical. As atividades foram participativas e reflexivas, estimulando a criatividade, a convivência e a construção de narrativas próprias, por meio de oficinas de escrita e ritmos.
A servidora do GMF Débora Nóbrega destacou que a proposta vai além do caráter pedagógico:
“Estamos agregando novos desafios ao socioeducativo, colocando a cultura como parte fundamental desse processo. A ideia é que esses adolescentes desenvolvam habilidades, descubram coisas novas e façam dessa vivência uma construção da sua própria história de vida”.
A oficina de ritmos foi conduzida pelo produtor cultural Emerson Costa, integrante do projeto.
“Acreditamos muito na função social da arte. Trazer o hip-hop para cá é dar oportunidade para que esses jovens, em condição de vulnerabilidade, conheçam a produção musical, a rima, o beat e possam se empoderar. Queremos que cada um deles saia daqui acreditando que sua voz é sua força, capaz de construir um futuro melhor”.
A bibliotecária do TJRR Madrice Cunha ressaltou que a música é também um direito cultural, abrindo portas para a leitura, a literatura e a reflexão social.
“Música é cultura e aqui ela se torna uma forma de aprendizado. Com a oficina, esses adolescentes têm contato com leitura, interpretação e contextos sociais que podem marcar suas vidas. O Tribunal de Justiça, por meio do projeto Leitura Abre Portas, é parceiro dessa ação justamente por entender a importância de garantir o direito à cultura”.
Já a coordenadora de Cultura do CSE, Alessandra Denz, destacou que trazer o hip-hop para dentro da unidade significa dialogar diretamente com a identidade desses jovens.
“A maioria dos meninos aqui vem da periferia, onde o hip-hop é uma expressão viva das desigualdades, das angústias e também dos sonhos. Por isso, é fundamental que eles tenham acesso a atividades artísticas que conversem com sua realidade e lhes deem novas formas de se expressar”.
A atividade contou com a participação de 30 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no CSE, entre homens e mulheres, realizada em dois turnos, manhã e tarde, reforçando a aposta na cultura como ferramenta de transformação social.
