Justiça Federal de Rondônia realiza primeiro mutirão PopRuaJud 100% digital

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Foto: Ascom TRF1

A Seção Judiciária de Rondônia (SJRO), por meio do Gabinete de Apoio ao Juizado Especial Federal (Gabex), realizou a V Edição do Mutirão Interinstitucional PopRuaJud, a primeira na história em que todas as etapas ocorreram de forma totalmente digital, eliminando o uso de papel e adotando fluxos sustentáveis.

O evento, destinado a pessoas cadastradas no Centro Pop Dom Moacyr Grechi, analisou 40 solicitações e resultou em 34 processos, número próximo ao da edição anterior, mesmo diante do crescimento da demanda.

A novidade desta edição, realizada em 4 de setembro, foi a substituição do modelo tradicional, baseado em produção massiva de documentos impressos. Em seu lugar, foi adotado um fluxo digital estruturado em seis fases, que incluiu digitalização antecipada, envio ao INSS, petições em PDF, perícias e julgamento em meio eletrônico.

Segundo o relatório do Gabex, o sucesso do mutirão não se deveu a tecnologias sofisticadas, mas à criatividade operacional da equipe, liderada pelo juiz federal e coordenador do Juizado Especial Federal, Nelson Liu Pitanga, e pelo chefe de gabinete do Gabex, Benedito Andrade, junto aos parceiros institucionais, que conseguiram integrar ferramentas simples de forma eficiente.

A digitalização antecipada reduziu a necessidade de deslocamentos e agilizou o trabalho dos órgãos envolvidos. Durante o mutirão, os peritos elaboraram laudos digitais em tempo real, enquanto magistrados, Defensoria Pública da União, Ministério Público Federal e Procuradoria Federal atuaram de forma integrada, com apoio de múltiplos monitores e conexão estável à internet.

O Centro Pop Dom Moacyr Grechi atende cerca de 1.920 pessoas, das quais 150 utilizam regularmente os serviços assistenciais. Apesar das dificuldades ligadas à documentação precária dessa população, o modelo digital demonstrou ser eficaz para garantir acesso à Justiça.

A experiência mostra que a tecnologia, aliada à cooperação interinstitucional, pode transformar pretensões em processos aptos a julgamento, fortalecendo a inclusão social e atendendo às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça.

Fonte: TRF-1

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