Reforçando as ações de proteção, acolhimento e promoção da paz nas partidas esportivas e nos grandes eventos, o Judiciário gaúcho inaugurou, no último sábado (30/5), uma Sala Lilás na Arena do Grêmio. Implantado junto ao Juizado do Torcedor e Grandes Eventos (JTGE), o espaço foi criado em parceria com o clube para oferecer atendimento humanizado e especializado a mulheres, crianças, adolescentes e demais grupos vulneráveis vítimas de violência, garantindo suporte, orientação e encaminhamento à rede de proteção dentro de um dos principais palcos do futebol gaúcho.
Durante a instalação da Sala — a primeira no Sul do país —, o presidente do TJRS, desembargador Eduardo Uhlein, agradeceu ao Grêmio pela parceria na execução da iniciativa, idealizada para disponibilizar atendimentos mais seguros e acolhedores ao público. “Esta nova estrutura qualifica ainda mais o serviço prestado pelo Juizado no estádio, oferecendo um espaço mais humanizado para eventuais vítimas”, afirmou o desembargador, reconhecendo o trabalho das equipes que atuam na linha de frente durante os eventos, contribuindo para a segurança e a proteção dos torcedores no estádio.
O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) João Paulo Santos Schoucair também esteve na Arena para conhecer a Sala Lilás e a atuação do Juizado em dias de jogos e grandes eventos. “Vim ao Rio Grande do Sul para acompanhar o cumprimento da Resolução 662/2025 do CNJ, que busca fortalecer a pacificação nas arenas esportivas. Nesse sentido, destaco a excelência do trabalho desenvolvido pelo TJRS, especialmente na atuação voltada aos grandes eventos e ao futebol”, afirmou o conselheiro.
A respeito da sala, ele disse que “para o Conselho, é muito importante ver instituições trabalhando de forma integrada em torno de um mesmo propósito”. Na sexta-feira (29/5), Schoucair se reuniu com representantes de instituições envolvidas na organização dos jogos de futebol e outros eventos da cidade.
O vice-presidente do Grêmio, Eduardo Schumacher, destacou o compromisso gremista com a inclusão, o combate à discriminação e à violência. “Para o Grêmio, é motivo de grande satisfação contar com um espaço de acolhimento às vítimas de violência dentro do estádio. Como instituição comprometida com a inclusão e o combate a todas as formas de preconceito e violência, acreditamos que essa iniciativa fortalece a proteção das mulheres, contribui para a paz social e amplia o acesso à resolução de conflitos”, salientou o representante do Conselho de Administração do clube.
A juíza Jocelaine Teixeira, titular do JTGE, detalhou que a estrutura inaugurada neste sábado atende à Resolução 662/2025 do CNJ. Segundo a magistrada, a sala terá atuação integrada às ações do Juizado, garantindo resposta rápida, humanizada e articulada com a rede de proteção. Para ela, a criação do espaço reforça a ideia de que estar no estádio deve ser seguro para todos e todas. “A Sala, inclusive, também ficará à disposição das delegacias de polícia, que poderão disponibilizar atendimentos mais protegidos às vítimas de violência e pessoas em situação de vulnerabilidade”, ressaltou a magistrada.
Titular da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID), a corregedora Andréa Russo reforçou que a inauguração da sala representa um marco importante para o fortalecimento do acolhimento às vítimas de violência. “Com esse espaço, ampliamos a proteção e o atendimento humanizado a mulheres, crianças, idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade, em uma iniciativa inovadora que está plenamente alinhada à política institucional de enfrentamento à violência contra a mulher”, frisou a coordenadora da CEVID.
Os vice-presidentes do TJRS, o desembargador Cláudio Luís Martinewski (1º VP) e a desembargadora Rosane Bordasch (2ª VP), além da corregedora Betina Mostardeiro Muhle de Constantino e o juiz Paulo Augusto Irion, vice-diretor da Escola da Ajuris, acompanharam a inauguração da Sala Lilás. Também estiveram presentes o promotor de Justiça José Nilton Costa de Souza; o defensor público Marcelo da Silva; o delegado de polícia da 4ª DP, Gabriel Lourenço Coralino; o coordenador do Clube de Todos, Juliano Ferrer; a dirigente do Núcleo da Mulher da Defensoria Pública do RS, Bibiana Veríssimo; além de servidores do Juizado e do CNJ e de funcionários do clube.
Fonte: TJRS
