O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) participou, no início de fevereiro, do encerramenti do primeiro ciclo de formação destinado aos novos agentes de Polícia Judicial. Promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o curso preparou os novos servidores para o pleno exercício de suas atribuições na Corte.
A capacitação ofereceu formação técnica em áreas essenciais à atividade policial — como segurança de autoridades, inteligência, defesa pessoal, primeiros socorros, armamento e tiro, técnicas não letais, verbalização, direção defensiva e abordagem — garantindo que os profissionais ingressassem aptos a atuar com eficiência e segurança. A chefe da Academia Nacional de Polícia Judicial, Roselaine Gomes, foi uma das instrutoras do curso de retenção de arma de fogo.
Além da parte técnica, o programa também buscou fortalecer o sentimento de pertencimento, consolidar valores institucionais e reforçar a compreensão do papel da Polícia Judicial. Durante a cerimônia, o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, destacou que a atividade policial no Supremo ultrapassa a mera proteção física de pessoas e instalações. Segundo ele, o trabalho desempenhado pelos agentes constitui uma “garantia concreta do regular funcionamento do Supremo enquanto instituição guardiã do Estado Democrático de Direito”.
Cerimônia
De acordo com o Departamento Nacional de Polícia Judicial, a participação no evento reafirma o compromisso do CNJ com o aprimoramento contínuo da atividade policial judicial, a integração entre os tribunais e a promoção de boas práticas no sistema de segurança do Poder Judiciário.
A cerimônia contou com a apresentação dos formandos, a exibição de um vídeo institucional e a entrega dos distintivos aos novos agentes de Polícia Judicial. A diretora do Departamento Nacional de Polícia Judicial (DNPJ) do CNJ , Fernanda Portella Sampaio, participou reforçando o alinhamento estratégico entre o CNJ e o STF. Também estiveram presentes a diretora-geral do STF, Desdêmona Arruda; o secretário de Polícia Judicial, Marcelo Schettini; o chefe da Divisão de Segurança, Eduardo Marques, o chefe da Seção de Inteligência de Segurança Institucional, Rafael Antunes; a policial judicial Natália Santos do Bonfim, que representou a turma de formandos; além da chefe da ANPJ, Roselaine Gomes.
DNPJ
Instituído por meio da Resolução n. 435/2021, o Departamento Nacional de Polícia Judicial é responsável por: receber demandas de magistrados relacionadas à segurança institucional; supervisionar e coordenar as unidades de segurança e inteligência do Judiciário, promovendo integração e capacitação; e reunir informações estratégicas para subsidiar decisões do CNJ.
O acompanhamento e a avaliação das medidas de proteção a magistrados e familiares também estão entre as atribuições do departamento. Além disso, o DNPJ fornece subsídios técnicos para a definição de protocolos e rotinas que compõem a Política Nacional de Segurança do Poder Judiciário.
Texto: Ana Moura
Edição: Waleiska Fernandes
Revisão: Caroline Zanetti
