Na tarde de quinta-feira (7/8), o Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região (TRT-10) realizou a abertura da exposição Trabalho Invisível, Conquistas Visíveis: a Longa Marcha das Empregadas Domésticas por Direitos e Dignidade, no Hall do Anexo II do Edifício-Sede, em Brasília (DF). A mostra, desenvolvida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio do Comitê Nacional do Programa de Resgate da Memória da Justiça do Trabalho, tem por objetivo retratar a trajetória de luta das empregadas domésticas por reconhecimento, valorização e dignidade.
A exposição celebra os 10 anos da promulgação da PEC das Domésticas, retratando, por meio de documentos, imagens, depoimentos e painéis interativos, a trajetória de resistência e luta da categoria. O TRT-10 é o primeiro tribunal do país a receber a exposição, que ficará disponível de forma física ao público para visitação até o dia 22 de agosto, das 10h às 18h; e de forma virtual por meio de totens interativos distribuídos nos Foros de Brasília(DF), Taguatinga (DF), Palmas (TO) e Araguaína (TO).
Memória
Durante a cerimônia de abertura, a presidente do Comitê de Documentação e Memória, desembargadora Cilene Ferreira Amaro Santos, expressou agradecimento à ministra Maria Cristina Peduzzi, presidente da Comissão de Documentação e Memória do TST, pelo privilégio concedido ao TRT-10 de ser o primeiro tribunal a reproduzir a exposição. Em seu discurso, a desembargadora destacou a relevância da mostra para a preservação da história e para a promoção da conscientização.
“O trabalho doméstico é marcado, predominantemente, pela presença da mulher, pela informalidade, pela discriminação, pela ausência de registro formal, pelo racismo estrutural e pela desvalorização, isso sem falar na invisibilidade”, disse a desembargadora. “Essa exposição visa conscientizar a sociedade sobre a importância do empregado doméstico, homenageá-los, contar um pouco de sua luta e promover a conscientização quanto à necessidade de obedecer aos direitos legais e manter um patamar civilizatório, no mínimo”, completou.
O presidente do TRT-10, desembargador Ribamar Lima Junior, destacou o evento como um dos momentos mais significativos de sua gestão, por dar visibilidade a pessoas historicamente invisibilizadas. Em seu discurso, ressaltou os avanços legislativos conquistados, frutos de um trabalho árduo, especialmente de mulheres negras, como o da deputada Benedita da Silva, que teve papel fundamental na promoção da PEC 72 ampliando os direitos da categoria. “Que possamos celebrar este momento e jamais deixar de zelar por uma categoria que sempre esteve entre as mais desfavorecidas em nosso país”, afirmou.

