Escola Judicial de Goiás inicia projeto itinerante para atendimento à população em situação de rua

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Foto: TJGO

A Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug/TJGO) iniciou, na última terça-feira (7/4), o projeto de educação itinerante “Virando a página: educação e justiça”, voltado à população em situação de rua. A iniciativa está baseada não apenas no ensino-aprendizagem, mas também na escuta acolhedora e encaminhamento de demandas dessa população para as demais políticas públicas.

A ação integra o projeto “Diálogos Institucionais – o Judiciário e o Desenvolvimento Socioeconômico”, instituído pela Portaria n. 9/2025, que busca fomentar a elaboração e a implementação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais.

O “Virando a página” foi construído a partir de diagnóstico do grupo de estudos conduzido pelos juízes Marina Buchdid e Gabriel Lisboa, que desenvolveram escuta ativa e coleta de dados relacionados à população em situação de rua de Goiânia junto a servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) que compõem o grupo. Com base nos levantamentos, foi identificada a necessidade de uma proposta de educação itinerante, que pudesse atender a população em situação de rua, com ênfase na troca social do ensino e da escuta.

“A intenção é criar oportunidades reais de aprendizado e reconstrução de vínculos. Acreditamos que a educação é transformadora, que ela promove igualdade, justiça social e crescimento pessoal”, afirmou a juíza Marina Buchdid, no evento em que a proposta de educação itinerante foi anunciada.

O juiz Gabriel Lisboa informou que os encontros ocorrerão às terças-feiras e quintas-feiras, às 9 horas, em frente ao Ginásio de Esportes do Setor Campinas. “Vamos aprender não só o que se ensina nas escolas, mas sobre várias coisas da vida. Contamos com vocês para esses encontros, onde vocês não vão só ouvir, mas vão também poder falar. Temos uma professora que tem muitas histórias e materiais interessantes para vocês. Esse projeto, por ora, tem três meses, e depois vocês vão decidir se vão querer ou não continuar”, disse às pessoas que participaram do encontro no primeiro dia.

Fonte: TJGO