Encontro no TJPR reúne especialistas para compartilhar experiências em IA aplicada ao Judiciário

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Foto: Ascom/TJPR

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) sediou, na terça-feira (9/6), o 1º Encontro de Inteligência Artificial do eproc. Realizado no Pleno do Tribunal, o evento integrou a programação da 3ª Reunião Presencial do Comitê Nacional de Governança do Sistema eproc 2026 e reuniu representantes dos tribunais que integram a Comunidade eproc para debater o desenvolvimento de novas funcionalidades, diretrizes estratégicas e o futuro da plataforma de processo eletrônico.

A abertura foi conduzida pelo juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que destacou a importância da cooperação institucional para impulsionar iniciativas de inteligência artificial no Judiciário.

“O que nós queremos aqui é conhecer o que os tribunais estão fazendo para que possamos colaborar, trabalhar juntos em alguns projetos e tentar construir um modelo, ainda que não seja único, que possa ser replicado para os demais tribunais”, afirmou.

Segundo o magistrado, a inteligência artificial é uma área em constante evolução, o que torna a troca de experiências entre as instituições essencial para potencializar resultados e evitar esforços fragmentados.

Desenvolvimento colaborativo

Na sequência, o diretor da Secretaria de Sistemas Judiciários do TRF-4, Marlon Barbosa Silvestre, apresentou o painel de abertura “Chamamento para o desenvolvimento colaborativo de IAs no eproc”. Durante a exposição, ele defendeu que os projetos de inteligência artificial sigam a mesma lógica de cooperação que orienta o desenvolvimento do sistema eproc.

De acordo com o diretor, a Comunidade eproc reúne tribunais com diferentes níveis de maturidade tecnológica, desde instituições que estão iniciando a implantação do processo eletrônico até aquelas que já utilizam ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas.

Para Marlon, essa diversidade representa uma oportunidade para a construção conjunta de soluções capazes de beneficiar toda a comunidade. Ele ressaltou que a IA pode contribuir não apenas para a produção de conhecimento e documentos, mas também para a automação de tarefas repetitivas, reduzindo gargalos e ampliando a eficiência das unidades judiciais.

O diretor também alertou para o risco de diferentes tribunais desenvolverem soluções semelhantes de forma isolada, o que pode resultar em sobreposição de esforços e desperdício de recursos públicos.

“Antes mesmo das apresentações e debates técnicos, precisamos firmar um compromisso de aproximar as iniciativas de IA do conceito de desenvolvimento colaborativo que já utilizamos na Comunidade eproc. Pensar a IA não apenas como o projeto de um tribunal, mas como uma linha de pensamento unificada”, destacou.

Troca de experiências

Ao longo do dia, magistrados, servidores e especialistas de diversos tribunais brasileiros apresentaram projetos, experiências e ferramentas baseadas em inteligência artificial aplicadas ao ambiente do processo eletrônico.

O encontro contou com a participação do presidente do Comitê Gestor do eproc do TJPR, desembargador Eduardo Casagrande Sarrão; da juíza auxiliar da Presidência do TJPR, Jurema Carolina da Silveira Gomes; da secretária de Tecnologia da Informação do TJPR, Andreia Karla Dorce; e do secretário de Gestão Negocial e de Sistemas, Aruan Benatto Monastier.

A programação foi composta por painéis técnicos e debates voltados ao compartilhamento de conhecimento e à construção de estratégias conjuntas para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial no âmbito do eproc.

Texto: Ascom/TJPR