Com histórias marcadas pela resistência, pela solidão e pela esperança de serem ouvidos, 15 idosos em situação de rua encontraram, na primeira edição do projeto Sexta-Feira Restaurativa do programa PopRuaJud Amapá, um espaço de acolhimento e escuta. A iniciativa pioneira, destinada ao atendimento humanizado de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social, ocorreu na última sexta-feira (9), no Centro Judiciário de Solução de Conflitos da Zona Norte (Cejusc Norte), em Macapá. A ação foi coordenada pelos juízes Marconi Pimenta e Elayne Cantuária.
O encontro promoveu uma roda de conversa baseada na escuta ativa e permitiu que os participantes compartilhassem suas histórias de vida e apresentassem necessidades urgentes diretamente aos magistrados e aos servidores.
A ação é liderada pelo Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas Idosas, instituído com o objetivo de assegurar que o Judiciário atue não apenas na resolução de conflitos, mas na garantia do mínimo de suporte existencial para a parcela mais invisibilizada da sociedade.
O coordenador do programa PopRuaJud no Amapá, juiz Marconi Pimenta, falou sobre a importância do processo de aproximação junto a essas pessoas em vulnerabilidade social. “A equipe do comitê realiza buscas ativas semanalmente, sempre às quartas-feiras e aos sábados, e percorre a cidade para identificar idosos em situação de desabrigo. Quando o primeiro vínculo de confiança é estabelecido, fazemos o convite para que venham à Sexta Restaurativa”, destacou o magistrado.
Pimenta ressaltou também a parceria com toda a rede interinstitucional que apoia o TJAP. “Conseguimos efetivar os seus direitos humanos, onde oferecemos desde alimentação e higiene até encaminhamentos jurídicos e de saúde”, completou.
Na primeira Sexta Restaurativa de 2026, a dinâmica de roda de conversa permitiu um mapeamento preciso das demandas individuais, e as experiências compartilhadas serviram como base para que a rede de atendimento pudesse atuar de imediato na regularização documental, no agendamento de consultas e na inclusão em programas sociais.
A iniciativa integra o plano de ação do Tribunal de Justiça do Amapá para o cumprimento das metas do Prêmio CNJ de Qualidade (Edições 2026/2027), que reforça o compromisso institucional com a Política Judiciária sobre Pessoas Idosas prevista na legislação vigente.
Além dos magistrados coordenadores, a ação contou com o suporte técnico de José Itany Correa Cruz (representante do 1º grau), Maria Vitória Machado (representante do 2º grau) e Maria José Mendes da Paixão (representante do Núcleo de Acessibilidade).
Fonte: TJAP
