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Para a ministra, o fato de mulheres chefiar  o STF, CNJ, a PGR, AGU e o STJ não reflete uma equidade no judiciário e nem na sociedade. FOTO: Gil Ferreira/Agência CNJ 
Para a ministra, o fato de mulheres chefiar o STF, CNJ, a PGR, AGU e o STJ não reflete uma equidade no judiciário e nem na sociedade. FOTO: Gil Ferreira/Agência CNJ 

Durante palestra, em Brasília, para mais de 200 mulheres e empresárias do grupo Mulheres do Brasil (MDB), a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia, foi aplaudida de pé após defender a luta das mulheres pelos seus direitos efetivos. 

No encontro realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na quarta-feira à noite (21/3), Cármen Lúcia lamentou que a presença feminina no judiciário ainda seja pequena, principalmente nas instâncias superiores. “O quadro eventual de termos hoje mulheres chefiando o STF, o CNJ, a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Advocacia-Geral da União (AGU) não reflete uma equidade no Judiciário e nem na sociedade”, enfatizou. 

Formado por mulheres de vários segmentos, o MDB foi fundado em São Paulo em 2013 pela empresária Luiza Trajano. Hoje o grupo conta com mais de 15 mil integrantes pelo Brasil e tem como objetivo a discussão de temas ligados ao posicionamento das mulheres em vários temas.

Sem vínculos com partidos ou grupos políticos, o grupo se reúne mensalmente para discutir e propor ações de temas ligados à educação, cultura, saúde, empreendedorismo, empoderamento feminino, políticas públicas e projetos sociais. Na palestra, a ministra Cármem Lúcia contou ainda sobre a visita que recebeu no CNJ de sete mulheres vítimas de violência doméstica e destacou que a Lei Maria da Penha é copiada em todo o mundo.

“Somos iguais perante a Lei? Homens e mulheres são iguais? Pois, a mulher é a única que morre simplesmente por ser mulher. Não podemos aceitar isso”, comentou. “No Brasil temos ótimas Leis. O que falta é aplicação prática e isso depende de cada uma de nós. Se nós, mulheres, não lutarmos pelos nossos direitos, ninguém vai dar isso para a gente. É preciso que lutemos”, disse.

Paula Andrade

Agência CNJ de Notícias 
 


Tópicos: ministra Cármen Lúcia ,violência contra a mulher

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