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Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Crédito: Divulgação/TJRJ.

A causa da infância e da juventude obteve mais uma conquista na sexta-feira (6/11). Foram abertas cerca de 300 vagas no Programa Família Acolhedora, com o objetivo de ampliar o número de famílias dispostas a receber em suas casas crianças e adolescentes em situação de risco ou abandono. A iniciativa beneficia diretamente o trabalho das quatro Varas da Infância, da Juventude e do Idoso da capital, nas quais juízes poderão destinar um maior número de menores para ambientes familiares em vez de encaminhá-los a um abrigo.

Desenvolvido há mais de 15 anos pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o programa já beneficiou 3 mil acolhidos. Atualmente, são 300 acolhidos no total. A campanha foi relançada no Museu Histórico Nacional (MHN), no Centro da cidade, onde o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, assinaram uma resolução que reajusta os valores pagos às famílias para auxiliar na criação dos acolhidos.

A partir de agora, famílias que acolherem menores de qualquer idade vão receber uma ajuda de custo de R$ 688. Nos casos de crianças e jovens com necessidades especiais, o valor aumenta para R$ 1.000. Antes, os valores eram definidos de acordo com a faixa etária. Ainda segundo a prefeitura, o valor do orçamento do programa vai depender da quantidade de famílias inscritas e para isso não há limite.

Atendimento individualizado - Os magistrados que atuam na área da infância e da juventude receberam a novidade com satisfação. O juiz Sergio Luiz Ribeiro de Souza, titular da 4ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, disse que a família acolhedora pode prestar um cuidado mais individualizado a quem precisa de amor e afeto. “É uma demanda já antiga por um número maior de vagas. Trata-se de um acolhimento que tem condições de dar atendimento mais individualizado. Ele é preferencial em relação ao acolhimento institucional, que é menos pessoal no trato com a criança. Num abrigo, você tem 20 crianças e adolescentes e, numa família, você cuida de um ou dois. O olhar é muito mais detalhista”, ressaltou o magistrado.

Já o titular da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, juiz Pedro Henrique Alves, destacou que o aumento de vagas no programa vai possibilitar a redução de crianças e adolescentes em abrigos. “É um marco para o município do Rio. O programa, como modalidade de acolhimento, é o que se aproxima mais de uma família, é o que dá o sentimento de acolhimento real, de ser cuidado e de receber amor. Isso vai fazer com que a gente diminua o número de crianças e adolescentes em abrigos. Vamos sempre dar preferência à família acolhedora”, enfatizou.

A expectativa é que até o fim de dezembro sejam criadas mais 250 vagas. Com isso, os juízes da infância terão cerca de três anos para “respirarem aliviados”, sabendo que os menores em situação de vulnerabilidade que chegam até as varas terão destino garantido e de qualidade. “Não há afeto nos abrigos porque instituições não amam. Quem ama são pessoas. Queremos que até o fim do ano olímpico nenhuma criança esteja em abrigo ou cumprindo medida socioeducativa. Precisamos libertar as nossas crianças para fazer história”, disse o desembargador Siro Darlan.

Fonte: TJRJ


Tópicos: TJRJ,criança e adolescente,Boas práticas

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