O quadro de pessoal do Judiciário federal apresenta concentração de pessoas em dois extremos: o fim e o início da carreira. Esses sinais permitem supor que haja uma distância entre gerações de profissionais bastante diversas, afastadas até mais de 15 anos uma da outra. Como o gestor pode lidar com concepções de mundo tão diversas?

“São fatores econômicos, sociais, culturais e evolutivos que, somados aos paradigmas existentes em cada família, moldam a identidade dos jovens na sociedade. Dessa forma, é importante que os gestores estejam preparados para uma nova realidade, que envolve a integração entre experiência e inovação, isto é, a união de diferentes gerações no ambiente de trabalho”, afirma o psicológo Eduardo Shinyashiki.

Ele recomenda aos gestores que sejam atentos e conheçam bem cada membro da equipe. Dessa forma, poderão buscar a complementaridade de cada perfil. A integração focada em um mesmo objetivo permite a evolução dos resultados. Com atenção para não cair no risco da generalização, o exemplo do consultor ilustra como buscar essa sinergia:

“Uma equipe de jovens, por exemplo, pode dar vida nova a tarefas antigas, ao mesmo tempo em que aprendem sobre o seu funcionamento com os funcionários mais experientes. Contudo, em consequência da velocidade e fragmentação da era digital, os profissionais mais novos terão algumas dificuldades, como, por exemplo, encarar desafios que demandam visão de longo prazo e muita dedicação.”

Confira o artigo na íntegra.